Artefato Digital: Qual seria o termo mais adequado para falar de jornalismo na Internet: on-line ou digital?
Mário Costa: No meu entendimento pode ser usado qualquer um dos termos afinal tem o mesmo significado.
Artefato Digital: Se você pudesse enumerar algumas características fundamentais para o jornalismo digital, quais seriam?
Mário Costa: Acho que a interatividade é o grande diferencial. Começamos a construir uma relação direta com o leitor. Em todos os sites, jornalísticos ou não, encontramos Link para comentar no momento. Basta ter um E-mail. Além, claro, de enquentes, chats e fóruns que dão a sensação que você faz parte da elaboração dos jornais.
Artefato Digital: Fale um pouco dos blogs de notícia.
Mário Costa: De 2000 para cá os blogs cresceram muito. Porque são independentes e um espaço barato de divulgação tanto de notícias como do profissional em si. Muitos colunistas dos grandes jornais tem um blog. Agregando valor aos jornais.
Artefato Digital: As técnicas instrumentais como o domínio de softwares são indispensáveis para trabalhar no jornalismo on-line?
Mário Costa: Acredito em duas situações. A primeira se você trabalha em uma grande mídia, nesse caso vai ter todo um suporte por trás. Sua função será como repórter apenas. Agora se trabalhar em um estrutura menor como no meu caso, é fundamental entender o funcionamento de programas e gerenciamento de conteúdos. Aprender a lidar com os programas é interessante, com certeza vai facilitar sua entrada no mercado de trabalho.
Artefato Digital: Hoje você trabalha em um site de partido político, como é trabalhar na web?
Mário Costa: Como sou recém-formado, no meu curso já discutia-se muito do mercado promissor da web. Trabalhei em ONG por dois anos, primeiro como estagiário e depois assessor. E fazia um boletim informativo mensal, só que impresso. Em ano eleitoral sempre aparecem oportunidades na política. Daí resolvi conhecer um outro lado do jornalismo. Estou em fase de adaptação e já estou gostando deste mundo.