Por Lília Silva e Maria Edilene Krause -
Chás, agulhas, água, remédios sem efeitos colaterais. Os meios usados pela medicina alternativa têm atraído milhares de pacientes no mundo todo. A noção de que tratamentos alternativos podem curar doenças é reconhecida em toda a história.
Durante um bom tempo a medicina acadêmica reinou soberana apoiada no prestígio da ciência. Até que de uns anos para cá, floresceram os métodos alternativos, alguns muito antigos, mas que por um motivo ou outro haviam sido deixados de lado. Homeopatia, fitoterapia, hidroterapia, acupuntura e outros métodos, fora da medicina tradicional, estão se tornando mais populares. São tratamentos que agem sobre o corpo de forma distinta, pois o analisam como um todo e não em partes. Acupuntura
Notícias de uma forma exótica de medicina praticada pelos chineses já chegavam no ocidente, desde 1255, com o livro “Viagem à Terra dos mongóis”, de William Rubruk. No entanto, estudos comprovam que a acupuntura surgiu a dois mil anos antes de Cristo, durante a guerra dos mongóis. Acu significa ponto e puntura quer dizer punctuar, ou seja, “punctuar o ponto correto”. De acordo com a terapeuta naturalista da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), Maria José Gonçalves Andrade, “a acupuntura não trata a doença, ela trata o indivíduo, buscando recuperar o equilíbrio energético”. Dessa premissa conclui-se que quase todas as doenças podem ser tratadas pela acupuntura. O tratamento pode ser feito com agulhas ou a laser e tem o poder de estimular ou sedar. A acupuntura trabalha com o princípio chinês do Yin Yang, onde o yin é a polaridade negativa e o yang que é a positiva. Os alimentos dão a polaridade negativa e o oxigênio a positiva. São essas energias que mantém o corpo em funcionamento. Maria José diz que “uma alimentação incorreta ao longo dos anos causa doenças crônicas” e “o sistema emocional, principalmente na sociedade de hoje, mata o indivíduo porque o desequilíbrio é grande e as emoções estão ligadas aos órgãos do corpo”. As seções custam em média R$ 50 a R$ 100. O número de seções depende de cada paciente. Cerca de 90% dos pacientes alcançam resultado positivo no tratamento. Não há idade mínima ou máxima para fazer o tratamento. Homeopatia Assim como na Acupuntura, a Homeopatia também busca na energia interna do corpo a força para regular os processos fisiológicos e vitais. Sua técnica consiste na utilização de substâncias que compõem o medicamento homeopático. Extraídas da natureza (animal, vegetal ou mineral) essas substâncias são diluídas e dinamizadas; ou seja, são processadas, manualmente ou por aparelhos, sendo agitadas, de forma a liberarem energia; e é esta energia que confere a estes medicamentos seu poder de curar. Para Marcus Zulian Teixeira, membro da Comissão Científica da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), a homeopatia “contribui com uma abordagem holística e individualizante, no entender e tratar o adoecimento humano, favorecendo a relação médico-paciente, minimizando o sofrimento de milhares de pessoas portadoras de inúmeras doenças crônicas, com baixo custo e um mínimo de efeitos adversos”. Aceita ou não pela medicina convencional a verdade é que assim como na acupuntura, a homeopatia assumiu nas últimas décadas uma postura pioneira diante das demais práticas não-convencionais de tratamento. Desde 1980 é reconhecida como especialidade médica, sendo incorporada ao SUS desde 1985 e reembolsada pelas empresas de medicina de grupo. Fitoterapia A fitoterapia ou cura com as ervas é uma herança de nossos avós e também de todas as culturas primitivas do mundo inteiro. Os povos antigos sempre tiveram o hábito de curar moléstias pela ingestão de chás e infusões de ervas. Para eles, a ação medicinal consistia na harmonia da natureza com os seres humanos. Dores na coluna e cabeça levaram Norma Magalhães, 73, a um tratamento com acupuntura acompanhado da fitoterapia. Ela conta que sentiu bastante melhora com as seções de acupuntura e que “a dor diminuiu rapidamente após o início do tratamento”.
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